Munidos de uma ordem judicial, os vereadores Sargento Reginauro, Márcio Martins e Julierme Sena, puderam adentrar e fiscalizar a obra do Hospital de Campanha no Estádio Presidente Vargas (PV), nesta sexta-feira (17). Os parlamentares, acompanhados do deputado federal Capitão Wagner (PROS) e de profissionais técnicos, foram testemunhas do atraso na obra. Além disso, o Capitão Wagner, foi convidado a se retirar do local, após ordem do alto escalão da Prefeitura de Fortaleza. Representantes da gestão do hospital não aceitaram falar com a comitiva.

Segundo eles, apenas uma ala do Hospital está em fase de finalização, mas, conforme a Prefeitura, a partir de amanhã (18), a unidade  já receberá pacientes com a Covid-19. “Não tem nada pronto! São quatro blocos e apenas um está sendo finalizado. Tem gente trabalhando por todos os lados e não tem a menor condição de dizer que esse hospital vai ser entregue até segunda-feira (20). Se for receber paciente só nessa ala, implica dizer que teremos pacientes com coronavírus, enquanto operários circulam para concluir as outras alas“, denuncia o vereador Sargento Reginauro, durante visita as instalações do hospital provisório.

Conforme informações divulgadas na imprensa local, o Hospital de Campanha está pronto com 204 leitos à disposição. A unidade temporária foi alvo de polêmicas, sobre o elevado custo, no valor de R$80 milhões e sobre contratação milionária de organização social responsável pela gestão da unidade durante quatro meses. O contrato orçado em mais de R$ 95 milhões foi anulado e suspenso pela Justiça ontem (16).

A anulação aconteceu porque a entidade paulista é envolvida em vários escândalos de má gestão e corrupção, além de possuir péssima reputação nacional. Contudo, no mesmo dia, a liminar da Justiça foi cassada sob o pretexto de que a anulação desse contrato é um atentado contra a vida das pessoas. Logo, a contratação milionária segue em vigor.

Assista ao vídeo sobre a denúncia do vereador:

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