O vereador de Fortaleza, Sargento Reginauro, propôs nesta quinta-feira, 14 de março de 2019, o Projeto de Lei 060/2019, que sugere que haja uma porcentagem mínima de bicicletas do Projeto Bicicletar adaptadas para pessoas com mobilidade reduzida. A proposta do Sargento Reginauro altera a Lei Municipal 10.303, de 23 de dezembro de 2014, que institui a política de transporte cicloviário de Fortaleza.

Segundo o parlamentar, o projeto vem para garantir a todas as pessoas com deficiência acessibilidade nos equipamentos públicos da cidade. “Acreditamos que todos, sem exceção, precisam ser privilegiados com os programas que a prefeitura de Fortaleza dispõe. Atualmente temos mais de 2 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, e não existe nenhuma bicicleta que possa envolver esses cidadãos em momentos de lazer e vida saudável. Nossa proposta quer garantir qualidade de vida a todos, pois não há preço que pague a alegria de proporcionar a um deficiente visual, a um deficiente físico, a sensação de ter o vento batendo no rosto durante um passeio de bicicleta”, justifica Reginauro.

De acordo com o último censo demográfico do IBGE de 2010, cerca de 45 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência, ou seja, 23,9% da população do país precisa desta opção de lazer. Algumas cidades do Brasil, como João Pessoa, São Paulo e Rio de Janeiro já desenvolvem esse programa voltado à mobilidade, acessibilidade e inclusão social. A ideia do vereador Sargento Reginauro já foi repassada aos líderes do governo municipal na Câmara de Fortaleza, que demonstraram interesse em dispor esse funcionamento na capital cearense.

No projeto, as bicicletas poderão ser adaptadas para duas ou mais pessoas, facilitando o transporte de pessoas com deficiência visual, com síndrome de Down, com Transtorno do Espectro Autista (TEA), mobilidade reduzida e idosos, a oportunidade de pedalar com segurança por Fortaleza.

Sargento Reginauro reforçou que, além de promover a oportunidade de lazer para essas pessoas, a iniciativa visa promover a inclusão social. “Muitas dessas pessoas vivem reclusas dentro de casa, esquecidas do mundo, e esse Projeto de Lei as colocam em evidência, mostra a todos eles e também a nós que eles podem viver normalmente, e que são capazes de desempenhar muitas atividades, basta ter oportunidade e auxílio por parte do Poder Executivo” concluiu.

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